Floresta VivaFloresta Viva
Floresta Viva
Manaus -
Home / Informações práticas / Informações prévias / Conceito e categorias MF



Conceito e categorias de Manejo Florestal


 No que consiste o conceito de manejo florestal?
     Um tema que não é novo...

    O Manejo Florestal está compreendido em um conjunto de técnicas empregadas na colheita de matéria-prima florestal, de tal maneira que respeite os mecanismos de sustentação do ecossistema e garanta a preservação da floresta para as futuras gerações. Tem como foco a produção, rentabilidade, segurança no trabalho, respeito à legislação, oportunidade de mercado, conservação florestal ou serviços ambientais.

    Para isso, o código florestal brasileiro de 1965 - art.15 definiu que as florestas da Amazônia só poderiam ser utilizadas através de plano de manejo; sendo que inúmeras regulamentações (decretos lei, medidas provisórias, portarias e instruções normativas) foram posteriormente estabelecidas para aprimorar e ordenar as regras ao processo.

    A discussão sobre o tema, e mais que tudo sobre as técnicas e procedimentos, é encabeçada por vários grupos: comunidades científicas, comunidades educacionais (universidades e escolas técnicas), grupos econômicos envolvidos em atividades ambientais, inúmeros grupos políticos e sociais, bem como a população em geral.)

    topo

     Um raciocino social, ambiental e econômico

    Muito mais do que pensar apenas em reduzir os danos diretos a floresta, o manejo florestal é muito mais amplo, pois consiste em um sistema produtivo que norteia preocupações sobre os benefícios ecológicos, sociais e econômicos; ordenando-se o raciocínio sobre a utilização dos recursos florestais, tendo a preocupação (ainda) em manter a floresta em pé, com perspectivas de que por si só ela possa regenerar-se e garantir futuras colheitas, tornando-se o maior dos desafios.

    Dessa forma é possível organizar o entendimento sobre os benefícios do manejo florestal da seguinte maneira:/p>

      - Ecologicamente seguro: garantindo um baixo impacto sobre a floresta remanescente, propiciando a conservação de espécies vegetais e animais, prolongando a vida útil das áreas exploradas, respeitando o equilíbrio dos ecossistemas.

      - Economicamente viável: possibilitando ganhos financeiros adequados que confiabilizem ao detentor do Plano de Manejo a garantia na regularidade desses ganhos, otimizando a exploração dos recursos florestais e diminuindo os desperdícios de campo

      - Socialmente justo: integrando os envolvidos na implementação do Plano de Manejo em benefícios sociais apropriados: adequação salarial, cuidados com a saúde do trabalhador (utilização de equipamentos de proteção individual, utilização de técnicas apropriadas para cada atividade), programas de inclusão social às populações do entorno das áreas de intervenção, dentre outros.

    topo

     Um manejo dos recursos da floresta

    A palavra "manejo" tem o mesmo significado que a palavra "planejamento". Sendo que, quando se fala em manejo florestal, pode-se pensar no planejamento do uso racional de qualquer produto oriundo da floresta (madeira, cipó, palha, óleos, resinas, plantas, etc...).

    Dessa forma, imagina-se que a adoção de técnicas apropriadas de manejo florestal deva garantir a manutenção da exploração dos recursos da floresta nas áreas (nesse caso: a madeira) e proporcionar maior vida útil à terra utilizada, além dos benefícios econômicos que devem superar os custos financeiros da operação.

    Tais benefícios decorrem do aumento da produtividade do trabalho, da redução dos desperdícios e da adoção de técnicas apropriadas no processo produtivo (em especial o da madeira) que deve proporcionar a redução dos riscos em acidentes de trabalho.

    topo

     Uma legislação e umas diretrizes técnicas

    Para garantir que as normas do manejo florestal sejam respeitadas e utilizadas, constantemente são readaptadas e aprimoradas as legislações vigentes. Dessa forma, tenta-se acompanhar e readequar a forma de acesso e exploração sustentável dos recursos florestais.

    O Manejo Florestal também exige a aplicação de normas técnicas como qualquer sistema produtivo. Para a produção de madeira já foram apontadas, a pelo menos dez anos, técnicas de exploração que minimizam os impactos nas florestas, reduzindo custos e desperdícios.

    Dessa forma o Manejo Florestal não impossibilita o uso dos recursos florestais, mas impõe diretrizes para que de forma racional qualquer um possa fazer uso desse bem que é de direito de todos.

    topo

 Quais são as categorias de manejo florestal madeireiro?
     Duas categorias em nível federal

    Hoje, existem 2 categorias de PMFS madeireiro estabelecidas em nível federal, com procedimentos para elaboração, execução e avaliação técnica detalhados na Instrução Normativa (Ministério do Meio Ambiente) n°5 de 11 de Dezembro de 2006:

      1) PMFS de baixa intensidade: está caracterizado por um manejo sem máquinas para arraste de toras, um ciclo de corte inferior a 10 anos, uma intensidade de corte máxima de 10 m3 por hectare (no caso de um ciclo de corte de 10 anos) (*).

      2) PMFS pleno: está caracterizado por um manejo com máquinas para arraste de toras, um ciclo de corte de 25 a 35 anos, e uma intensidade de corte máxima de 30 m3 por hectare (no caso de um ciclo de 35 anos).

    A instrução normativa também classifica os PMFS conforme:

    • o tipo de detentor: (1) pessoa física (PMFS individual), (2) entidade de comunitários -associação, cooperativa...- (PMFS comunitário), (3) empresa (PMFS empresarial), (4) orgão ambiental nacional, estadual ou municipal (PMFS em floresta pública)
    • a dominialidade da floresta: PMFS em floresta pública ou privada
    • o ambiente predominante: PMFS de terra firme ou de várzea
    • o estado natural da floresta manejada: PMFS de floresta primária ou de floresta secundária

    Essas modalidades de manejo florestal contemplam normas e procedimentos técnicos que apontam o uso sustentável da floresta:

    • o planejamento da exploração por "talhão" em função de um "ciclo de corte" que deveria permitir a regeneração da floresta;
    • uma seleção das árvores para "corte" considerando árvores "porta-sementes" e árvores "remanescentes".
    • a realização de um "inventario 100%" das árvores de interesse comercial e potencialmente comercial, acima de 10 cm de diâmetro no talhão;
    • uma "intensidade de corte" calculada e autorizada por hectare do talhão;
    • um diâmetro mínimo de 50 cm para escolha das árvores para "corte";
    • a manutenção de pelo menos 10% do número de árvores por espécie, na área de efetiva exploração, com DAP (Diâmetro à altura do peito) > DMC (Diâmetro mínimo de corte), devendo manter um mínimo de 3 árvores por espécie por 100 ha;
    • a obrigatoriedade de um responsável técnico para a elaboração e execução do PMFS.
    • (*) Em áreas de várzea, o órgao ambiental poderá autorizar uma intensidade de corte > 10 m3/ha (mas limitada a 3 árvores/ha).

    Mais informação no site: http://www.ibama.gov.br .

    topo

     Três categorias em nível do Estado do Amazonas

    Desde fevereiro de 2008, o Estado do Amazonas definiu 3 modalidades para planos de manejo:

    • Planos de Manejo Florestal Sustentável de Menor Impacto de Colheita (Instrução Normativa SDS n°005/08);
    • Planos de Manejo Florestal Sustentável de Maior Impacto de Colheita (Instrução Normativa SDS n°005/08).
    • Planos de Manejo Florestal Sustentável em Pequena Escala -PMFSPE, com procedimentos simplificados, para áreas de manejo de menos de 500has, sem mecanização para arraste de toras (Instrução Normativa SDS n°002/08);

    Para essa última modalidade de PMFS, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas estabeleceu regras e procedimentos simplificados para planos de manejo florestal sustentável em pequena escala (PMFSPE) com área máxima de 500 hectares. Essas regras e procedimentos são aplicáveis tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.
    Essa categoria de PMF está diferenciada da categoria federal por meio da intensidade de corte (1 m3 / ha).

    As normas e procedimentos técnicos do manejo florestal foram simplificadas da seguinte maneira:

    • a simplificação de documentação exigida;
    • o planejamento da exploração sem delimitação de "talhão" dentro da Área de Efetivo Manejo (AEM);
    • um levantamento de campo participativo;
    • uma "intensidade de corte" autorizada de 1 m3 / hectare de AEM / ano;
    • o "inventário" restringido as espécies de interesse comercial do detentor;
    • um método de seleção das árvores para corte, restringindo apenas a identificação das "mães", e de duas árvores da mesma espécie para remanescentes para cada "mãe" denominadas "filha" (uma) e "neta" (uma). A Circunferência à Altura do Peito (CAP) das filhas e netas fica estabelecida entre 60 e 157 cm.

    Cabe destacar que a IN de 11/02/08 possibilita a utilização de máquinas com até 85cv de potência no transporte de madeira serrada.

    Os PMFSPE elaborados por instituições públicas ou organizações não governamentais com as quais o IPAAM mantenha Termo de Cooperação Técnica estarão dispensados da vistoria prévia.

    Mais informação com a Diretoria Técnica de Extensão Florestal (DITEF) do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (IDAM), no fone: (92) 3237-4853.

    topo

Projeto Floresta Viva - SDS
Tel: (92) 9152-7368
Rua Mário Ipiranga 3280
Parque 10 de Novembro
CEP 69.050-030 – Manaus / AM

© Desenvolvido por AmazonIT